M12 - Modelo dos Doze

Bom, antes de destrincharmos sobre a visão celular no modelo dos 12, precisamos deixar bem claro algumas questões que levaram à criação e estabelecimento do modelo: Insatisfação com os resultados obtidos (muitos entravam, festejados, pelas portas da frente da igreja e saem no anonimato pelas portas de trás); Falta de resultados efetivos no processo de amadurecimento do cristão; Falta de responsabilidade dos cristãos de modo geral no processo de evangelização; Falta de um projeto para devolver a missão dos leigos dentro do processo eclesiástico; Falta de um processo mais efetivo para o treinamento do ministro leigo e seu envio mais rápido e eficaz ao campo… Entre muitos outros!

 

Pensando nisso buscou-se modelos que atendessem as necessidades latentes que atendessem essas demandas, os vários modelos celulares, modelo de Ralph Neighbor, 5x1, 3x1, igreja com propósitos de Rick Warren, MDA, G-12,  Modelo M12 (modelo que preferimos adotar depois de estudarmos vários outros modelos, muito bons mas muito bons mas nem tão eficazes… Tratarei disso mais adiante), entre muitos outros modelos.

 

Porém muito enganam-se quem esbraveja que a visão celular é um modismo de nossos dias, já no século XVIII, após uma crise em sua comunidade, John Wesley, criou um modelo de grupos pequenos (células) que revolucionou sua comunidade eclesiástica, os famosos métodos, que deram origem a igreja Metodista, metodista porque nasceu do método de dividir a igreja em pequenos núcleos para que a vida da igreja saísse da estagnação e fosse oxigenada.

 

Na verdade a visão celular, aliás, esqueça-se este termo polêmico, o estabelecimento dos pequenos grupos de comunhão, ensino e evangelização não surgiram nem no século XVIII, nem no XIX, nem no XX e nem no XXI…

 

Então quando nasceu o modelo???

 

Na verdade o modelo de pequenos grupos nasceu quando a igreja nasceu… Aliás ela nasceu assim, cresceu assim e manteve-se assim em tempos de perseguição… Pense bem.

 

A igreja primitiva se reunia nas casas:

 

“E Saulo assolava a igreja, entrando pelas casas; e, arrastando homens e mulheres, os encerrava na prisão.” Atos 8:3

 

“E todos os dias, no templo e nas casas, não cessavam de ensinar, e de anunciar a Jesus Cristo.” Atos 5:42

“E, considerando ele nisto, foi à casa de Maria, mãe de João, que tinha por sobrenome Marcos, onde muitos estavam reunidos e oravam.” Atos 12:12

 

“E, saindo da prisão, entraram em casa de Lídia e, vendo os irmãos, os confortaram, e depois partiram.” Atos 16:40

 

“Saudai a Asíncrito, a Flegonte, a Hermes, a Pátrobas, a Hermas, e aos irmãos que reune com eles em sua casa.” Romanos 16:14

 

“Saudai a Filólogo e a Júlia, a Nereu e a sua irmã, e a Olimpas, e a todos os santos que reúnem com eles em sua casa.” Romanos 16:15

Esses entre muitos outros textos.

Se nos tempo de perseguição, a igreja não estivesse espalhada em grupos pequenos ela não teria sobrevivido?

 

Como a visão celular chegou ao Brasil?

 

O Apóstolo Renê Terra Nova, foi o responsável, junto com a apóstola Valnice Milhomens, em trazer o Governo dos Doze (G12) de César Castellanos ao Brasil. O M12, designação do modelo celular liderado pelo Ap. Renê de Araújo Terra Nova, surgiu quando o Ap. Renê e o MIR (Ministério Internacional da Restauração, sediado em Manaus) deixaram a cobertura e liderança de Castellanos. Uma adaptação foi criada tendo em vistas as necessidades nacionais de nossa realidade nacional (sócio\cultural). Ap. Renê e sua equipe adaptou o G12 para formar o M12.

 

O MIR propaga a visão em células, como um retorno ao cristianismo primitivo. Comemoram e divulgam as festas bíblicas/judaicas, como Festa dos Tabernáculos, Páscoa, Pentecostes, Yom Kippur e Chanucá… Fazendo um regresso doloroso e incompreendido de volta às origens e simplicidade do cristianismo… Começou-se um retorno da igreja, saindo de Roma, de volta à Jerusalém.

 

O MIR, na pessoa do Ap. Renê, dá cobertura espiritual a dezenas de igrejas e ministérios na transição para o Modelo dos 12 de igrejas em células, renovadas ou mesmo tradicionais.

 

 

Entenda a Visão Celular no Modelo dos 12

 

"disse-lhes: Ide por todo o mundo, pregai o evangelho a toda criatura." (Marcos 16:15)

 

"porei a minha aliança entre mim e ti, e te multiplicarei grandissimamente." (Gênesis 17:2)

 

"O menor virá a ser mil, e o mínimo uma nação forte; eu, o SENHOR, ao seu tempo o farei prontamente." (Isaías 60:22)

 

A Visão Celular é fácil, prática e possível. Não é mais uma denominação, mas um modelo metodológico de evangelização que traz comunhão, vida, crescimento, multiplicação e muita responsabilidade a Igreja local.

 

O alvo da Visão é fazer de cada membro de Igreja um discípulo do Senhor Jesus, e um líder no Modelo dos 12. Essa Visão veio para nos levar a fazer exatamente o que Jesus mandou que fizéssemos: discípulos de todas as nações da terra.

 

"Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo." (Mateus 28:19)

 

Tudo que envolve a Visão Celular está relacionado a ganhar vidas, pois para isso Jesus veio, morreu, ressuscitou e voltará. A Visão não tem um cunho doutrinário, pois ela é devocional; é uma estratégia que atrai um resultado que todos podem experimentar e reconhecer que, de fato, só Deus dá tamanho crescimento.

 

"De modo que, nem o que planta é alguma coisa, nem o que rega, mas Deus, que dá o crescimento." (I Coríntios 3:7)

 

Quando a Visão é implantada na Igreja gera uma restauração completa. Os líderes sentem alegria em compartilhar a Palavra numa dimensão ainda maior. As pessoas são treinadas para ganhar outras vidas, há dinâmica nas reuniões, tanto nos cultos principais quanto nas células, nas macro-células, nos 12 e nas Redes, vem com uma explosão de alegria e todos os nossos objetivos são alcançados.

 

 

Etapas da Visão

 

A Visão Celular pode ser compreendida por qualquer veterano na Igreja ou novo convertido. Ela é processada de uma forma que, além de trazer muito conteúdo bíblico, adestra a pessoa em uma velocidade muito grande formando um líder de êxito em um tempo hábil.

 

As etapas da Visão Celular são: "GANHAR", "CONSOLIDAR", "DISCIPULAR" e "ENVIAR".

 

 

GANHAR

 

Acontece através do evangelismo pessoal, das células de multiplicação, cultos das Redes e cultos de celebração. Podemos realizar programas que atraiam as pessoas segundo a sua faixa etária, como chás, cafés, jantares, reuniões de oração, lazer com propósito evangelizador etc. Devemos sempre utilizar recursos, buscando alternativas que funcionem; tudo debaixo da direção de Deus.

 

 

CONSOLIDAR

 

É o processo de firmar o novo convertido na fé, é doutrinar, ensinar o caminho, tirar das trevas para a luz. Esse é o processo mais singular da Visão Celular, tanto que chamamos a consolidação de "pulmões da Visão". A consolidação bem planejada é o sustentáculo da multiplicação.

 

Quando alguém aceita a Jesus, como Senhor e Salvador de sua vida, precisa de cuidado e acompanhamento, para que sinta-se seguro e possa, dessa forma, ser conduzido ao Pré-encontro, Encontro e Pós-encontro. Aí o novo discípulo será incentivado a ingressar na Escola de Líderes e cumprir todas as etapas da Visão Celular como:

 

 

Pré-encontro:

 

O Pré-encontro acontece uma vez por semana durante um mês e cada reunião tem a duração de uma hora. Objetiva esclarecer para o novo convertido os princípios básicos da Palavra de Deus, estimulando-o a ir ao Encontro, que é tremendo!

 

 

Encontro com Deus

 

O Encontro tem a duração de três dias. Sempre que possível, deve ser realizado em um lugar fora da cidade para que as pessoas possam ficar longe do contato secular, para que o Encontrista possa estar totalmente imergido no conteúdo do Encontro com Deus, que nada mas é do que louvor, comunhão, leitura da palavra e oração.

 

No Encontro, as feridas são saradas, o caráter é tratado, somos levados a um genuíno arrependimento e comunhão profunda com Deus. Saímos confrontados pelo ensino da Palavra e com a responsabilidade de ganharmos as pessoas para Jesus.

 

 

Pós-encontro

 

O Pós-encontro segue os mesmo princípios do Pré-encontro e capacita o discípulo a vencer os contra-ataques do diabo, resistindo a cada um deles.

 

É de fundamental importância fazer o Pós-encontro, pois o inimigo tentará atacar em cinco áreas específicas: família, amigos do passado, finanças, saúde e mente.

 

 

DISCIPULAR

 

Quando o discípulo ingressa na Escola de Líderes, recebe inúmeros ensinamentos acerca da Palavra de Deus e recebe ainda mais do caráter de Cristo a cada lição. Isso gera um desejo de não apenas ganhar as vidas, mas discipulá-las. Então, no segundo bloco da Escola, o aluno já está liberado, debaixo do acompanhamento do seu discipulador, para começar a liderar uma célula.

 

O aluno da Escola de Líderes deve procurar ser um excelente aluno, colocando todos os ensinamentos recebidos em prática no dia-a-dia, principalmente quando estiver discipulando as vidas que o Senhor confiará em suas mãos.

 

É muito importante ter zelo no cuidado com os discípulos, pois isso os faz sentirem-se amados e criará neles o desejo de serem líderes que formarão posteriormente outros líderes. Nesse processo, as gerações começam a ser levantadas.

 

 

ENVIAR

 

Enviam-se os discípulos quando eles estão preparados para liderar células. Nessa etapa da Visão Celular, o líder forma a sua 1ª geração, realiza seus próprios Encontros, possui Escola de Líderes sob a sua direção; está conquistando territórios. Enfim, ele tem experimentado os resultados benéficos que a Visão Celular produz.

 

 

Na Visão Celular, o ideal antes de levar as pessoas a qualquer culto é introduzi-las sabiamente em uma célula. Muitas pessoas têm medo de Igreja, estão assustadas e traumatizadas por escândalos. Nesses casos, a reunião em casa é a melhor opção.

 

Quando a pessoa vai primeiro a reunião de célula para depois freqüentar a uma Igreja em Células, ela chega ao Reino com uma mentalidade de célula, o que facilita a compreensão sobre a Visão.

 

Embora a célula possa ser feita em qualquer lugar com um mínimo de conforto para acomodar as pessoas, um dos melhores lugares para fazer uma célula é nas casas. Vemos isso através de vários exemplos bíblicos. " Jesus, voltando-se e vendo que eles o seguiam, disse-lhes: Que buscais? E eles disseram: Rabi (que, traduzido, quer dizer Mestre), onde moras? Ele lhes disse: Vinde, e vede. Foram, e viram onde morava, e ficaram com ele aquele dia; e era já quase a hora décima." (João 1:38,39). " todos os dias, no templo e nas casas, não cessavam de ensinar, e de anunciar a Jesus Cristo." ( Atos 5:42). "Saudai também a igreja que está em sua casa. Saudai a Epêneto, meu amado, que é as primícias da Acaia em Cristo... Saudai a Apeles, aprovado em Cristo. Saudai aos da família de Aristóbulo. Saudai a Herodião, meu parente. Saudai aos da família de Narciso, os que estão no Senhor." ( Romanos 16:5,10,11).

 

Nas células, os discípulos são impactados por serem trazidos para a intimidade do discipulador, onde não há disfarces e todos mostram realmente quem são. Esse fato faz com que o novo convertido gere interesse de participar das reuniões e cumprir o alvo da Visão Celular: ganhar vidas. "O fruto do justo é árvore de vida; e o que ganha almas sábio é."(Provérbios 11:30

 

A Visão Celular tem como objetivo principal ganhar vidas, por isso é uma Visão que busca tratar caráter, confrontar pelo ensino da Palavra, produzir um genuíno arrependimento e comunhão profunda com Deus, além de gerar relacionamentos entre irmãos.

 

O Encontro não é a Visão Celular; é muita coisa, mas diante do tudo que Deus tem a oferecer, o Encontro não é nada. Não se atrapalhe no processo. Algumas pessoas fazem o Encontro, são impactadas, mas ficam pelo caminho, não compreendem que não podem parar no Encontro, pois Deus tem muito mais para realizar em suas vidas.

 

 

Etapas e Eventos na Visão M12

 

Encontro com Deus

 

Todo líder da Visão Celular é conhecedor de que para o Encontro com Deus ser realizado é necessário que antes o novo convertido receba as ministrações do

 

Pré-Encontro

 

O Pré-Encontro é um tempo de ministração específica e direcionada para que o novo convertido entenda os processos espirituais nos quais está envolvido agora que aceitou Jesus. É um tempo de aprender a ouvir a voz de Deus através da Palavra ensinada, promovendo crescimento espiritual (Fp 2:12-16).

 

Em cada ministração, o novo convertido terá oportunidade de se auto-avaliar, de pensar sobre sua conversão e seu interesse em prosseguir nos caminhos de Jesus (Os 6:3). É um tempo de sondagem; o discipulador poderá avaliar se o novo convertido está realmente respondendo aos processos e se está apto a ir ao Encontro.

 

O Pré-Encontro é composto de 4 reuniões que devem ser realizadas uma vez por semana, em uma hora cada. Os horários estabelecidos, tanto o do início como o do término de cada reunião, deverão ser respeitados. Os discípulos só poderão ir ao Encontro se tiverem participado de, no mínimo, 3 reuniões do Pré-Encontro. Aqui damos o Pré-Encontro de duas maneiras, no contexto das Casas de Paz e após a atitude de receber a Cristo como Senhor e Salvador, seja na célula ou no culto público.

 

Após a última lição do Pré-Encontro, o ministrador deverá confirmar o dia, local e horário de saída para o Encontro, informar o que deve ser levado e todas as demais instruções que estão contidas no Guia Oficial do Encontro com Deus. Certamente, você que é um líder de êxito, possui o seu livro.

 

 

Encontro

 

O Encontro com Deus é diferente dos demais Encontros da Visão porque ele é, basicamente, para novos convertidos. Talvez você possa pensar: "Eu não era novo convertido e, mesmo assim, tive que passar pelo Encontro." Você passou pelo Encontro porque você era novo na Visão Celular.

 

Impreterivelmente, o Encontro é realizado em um período de três dias, nunca nem mais nem menos que isso. Todas as ministrações estão organizadas de forma que o novo discípulo receba um desatar em sua vida. Para isso, é necessário tomar cuidado com a escolha dos ministradores. Eles precisam estar preparados para ensinar, conhecendo bem cada ponto das palestras e, acima de tudo, tendo experiências sobre o que estão ensinando.

 

O líder não deve pensar que porque já ministrou aquele tema várias vezes não precisa estudar novamente. Os ministradores devem orar, jejuar e estudar a ministração sempre que forem convocados para os Encontros. Rejeite a comodidade de andar pela força do seu braço, baseado em seu próprio conhecimento. Dependa de Deus e lembre-se de que é Ele quem realiza todas as coisas. Você é apenas o instrumento nas mãos do Pai.

 

O Encontro com Deus tem hoje 9 ministrações: Peniel, A importância do Encontro com Deus, Libertação, No Encontro ampliamos nossa visão espiritual, Cura Interior através da Cruz, Oração como estilo de vida, Restauração dos Sonhos, Vencendo Mamon, Visão Celular, , Batismo no Espírito Santo. Essas ministrações, em três dias, trazem um nível de conhecimento, revelação e unção para o discípulo que ele demoraria, em média, cinco anos para aprender.

 

Outro ponto que precisamos chamar a atenção na realização dos Encontros é o momento do Correio. Os discipuladores precisam se envolver e realizar um Correio que realmente cause impacto no discípulo.

 

 

Pós-Encontro

 

O Pós-Encontro é um tempo de solidificar os ensinos que foram ministrados durante o Encontro, fortalecendo o discípulo, ensinando-o a cobrir o coração com unção, graça, e força, levando-o a compreender que o Senhor é bom e galardoador dos que O buscam (Hb 11:6).

 

É também um tempo para consolidar mais intensamente o novo convertido, estimulando-o a crescer na fé, a permanecer firme frente ao contra-ataque do inimigo (Ef 6:11-18), ensinando-o a proibir e inoperar as retaliações do diabo, para que ele não seja pego de surpresa (Mc 3:27).

 

Após bastante tempo na Visão M12, temos percebido que o Pós-encontro funciona melhor se realizado em 2 reuniões.

 

No Pós-encontro, os discípulos devem ser incentivados e encaminhados a fazer a Escola de Líderes. Leve os livros da Escola de Líderes, apresente-os aos discípulos e explique a importância deles continuarem crescendo no conhecimento do Reino de Deus e da Visão Celular.

 

Se você, líder de êxito, proceder assim, seguindo os princípios básicos da Visão e realizando todas as coisas com amor, zelo e dedicação, fazendo tudo para o Senhor, com certeza, crescerá sem limites.

 

 

Escola de Líderes

 

A Escola de Líderes faz parte da Visão Celular no Modelo dos 12. Ela não é uma opção para o discípulo que está na Visão, pelo contrário, é obrigatória para o seu crescimento, pois objetiva treiná-lo, fornecendo conhecimento para o acompanhamento de suas futuras células.

 

O discípulo, quando ingressa na Escola de Líderes, está avançando no processo de crescimento em Deus e na Visão Celular. Nela os resultados do Encontro serão mantidos e os líderes serão formados.

 

Ao término da Escola, podemos crer que os novos discipuladores estão habilitados dentro da Visão Celular sendo capacitados para capacitar outros e, ao mesmo tempo, gerar segurança na igreja de que possuem qualificação necessária para acompanhamento no discipulado individual e celular.

 

O diploma da Escola de Líderes são as CÉLULAS. Mas no encerramento da Escola deve ser realizada uma formatura em que os líderes devem estar presentes, afinal uma etapa muito importante foi concluída. Certamente, seu investimento produzirá na vida do discípulo e agora líder, uma colheita que terá como resultados frutos, atraindo as multidões e conquistando as células.

 

Uma boa pergunta é: Somente o fato de alguém ter concluído a Escola de Líderes à gabarita a ser líder? NÃO! É crucial que o formando também tenha aval de seu líder, e prova de caráter cristão provado e aprovado, ninguém tem autorização para multiplicar iniquidade.

 

 

Células

 

Existem dois tipos básicos de células:

 

As células são de evangelismo, por isso o objetivo das células é ganhar vidas para o Reino, consolidá-las e assim crescer e multiplicar. Porém, no processo da multiplicação alguns se apegam tanto às células que encontram dificuldades de "romper" na hora da multiplicação. Isso não deve acontecer. Devemos gerar nos discípulos e, também, no líder o entendimento de que a unção da multiplicação é maior que qualquer saudosismo.

 

Veja o cronograma de nossa célula:

 

Introdução, boas vindas e Adoração – 10 minutos

O líder trará uma palavra de boas-vindas aos liderados e visitantes, visando deixá-los à vontade para que recebam de bom grado a palavra ungida e assim ser gerada a fé em seus corações.

Dê preferência louvores conhecidos e que respaldem àquilo que será ministrado. Ore e ministre cada pessoa, pedindo que Deus o use e abra-lhe o entendimento para a Palavra Deus.

 

Quebra-gelo - 10 minutos

Alguma dinâmica que promova a descontração do grupo, especialmente quando há visitantes (Exemplo: Pedir a cada um que resuma em uma frase o que de mais importante lhe aconteceu durante a semana ou abrir oportunidade para alguns testemunhos breves).

 

Ministrarão do estudo para Células – 30 minutos

O líder modelo estará apto para ministrar o estudo para as Células, estudando as ministrações e ensinos que vem do púlpito da igreja, isto é do Pastor da igreja.

 

Consolidação de novos discípulos – 05 Minutos

Nesse momento, deve ser feita a oração pela aplicação do estudo na vida de cada pessoa presente, e em seguida, a oração de entrega, dando, assim, aos visitantes a oportunidade de ingressar no Reino de Deus através do apelo nas células de evangelismo, consolidando-os e conscientizando-os de que são agora parte da família de Deus.

 

Oferta – 05 minutos

Ensine aos liderados a importância de oferta. E jamais os deixe ofertar sem propósitos, que eles saibam que cada ofertas são sementes de gratidão específicas e que geram uma colheita específica, lembre-se que na célula é ministrado apenas as ofertas, os dízimos devem ser tratados nas células mais trazidos a igreja no culto de celebração.

 

Avisos e oração final – 05 minutos

Esteja sempre informado e informando a sua célula tudo o que está acontecendo na Visão Celular, na igreja Local e no ministério do qual você faz parte.

 

Confraternização

Momento para que possam interagir, relacionar-se através da comunhão, pode-se, não é uma regra, é uma ferramenta a mais, servir um lanche. A bíblia nos assegura, em Atos 2.42, que os discípulos de Jesus em tudo estavam reunidos,na comunhão e no partir do pão. O líder modelo saberá repartir o pão com seus liderados. Diversas vezes, Jesus esteve à mesa com as pessoas e as abençoava, dando-lhes o pão espiritual, mas também o pão material. Você não é constrangido a dar, mas todo o que dá receberá (Lc 6.38). Estudos comprovam que quando uma pessoa está se alimentando, ela está com seus níveis de desconfiança mais baixos, mais relaxada e mais apta a relacionamentos, de maneira mais aberta e com menos reservas, mais é muito importante tomarmos todo o cuidado possível para não tornar a célula pesada, nem para o anfitrião e nem para ninguém, lembre-se que célula é um lugar de cura e não do início de mais traumas.

 

As células de discipulado, são as células nas quais, aqueles que já têm suas células de evangelismo abertas, têm os seu momento de acompanhamento através de seu líder e de seus conservos; é uma célula de um conteúdo mas objetivado a crescimento e treinamento.

 

Deus está mudando a história da nossa Nação: cada lar uma igreja, cada discípulo um líder. Esta é a função da Visão Celular: equipar os santos. As células são a resposta de Deus para este tempo especial, no qual estamos sendo testemunhas de acontecimentos extraordinários. Estamos vivendo dias áureos em que o papel fundamental para o qual a Igreja de Jesus foi chamada a desempenhar está se realizando: atrair discípulos para o Reino.

 

A Igreja de Cristo é um organismo vivo que nasce, cresce e amadurece para cumprir um propósito. Como organismo vivo, a Igreja é composta de células. Esta é a razão de a Igreja Celular ter espaço e cumprir o propósito de trazer de volta a proposta do decreto sagrado liberado por Jesus: "Portanto IDE, fazei discípulos de todas as nações". (Mt 28:19).

 

As células funcionam, dão resultado e cumprem uma parte importantíssima na reprodução. Elas são responsáveis por um êxito ministerial e, ao mesmo tempo, oferecem capacitação para que o Corpo de Cristo, a Igreja, seja adestrado numa velocidade muito grande, galgando territórios dantes jamais conquistados.

 

Trabalhamos aqui, para melhores resultados, com células homogêneas, entendemos que saímos da rota de algumas armadilhas quando homens cuidam de homens e mulheres cuidam de mulheres. Porém temos também células de casais e de crianças.

 

 

Reencontro

 

O Reencontro é um Encontro muito importante. É uma estratégia de edificação para líderes. Depois de um longo tempo de trabalho, estudo e envolvimento com as células, o líder precisa ser reabastecido e ao mesmo tempo aperfeiçoado. É para isso que existe o Reencontro que, além de sobrenatural, é terapêutico; provoca relacionamentos e ajuda o líder a compartilhar a sua experiência motivando a outros produzirem com mais alegria.

 

No Reencontro os líderes são atingidos em um nível excelente de cura interior e despertados no tocante ao crescimento celular. Você, líder, que já fez o Reencontro, sabe da importância desse Encontro.

 

Nenhum dos Encontros que são aplicados na Visão colocam os outros Encontros como menos importantes, pelo contrário, cada um tem seu valor e uma tônica que, apesar de diferente, trabalha como preparação para cada fase que precisa ser vivida.

 

Todo líder após terminar a Escola de Líderes e abrir a célula deve fazer o Reencontro que é um tempo de receber cura na alma de uma forma mais profunda. É sobrenatural!

 

Resgatão

 

No Encontro de Resgate do Líder, ou comumente chamado, Resgatão, o líder é, como o nome já diz, resgatado. Por ser resgatado, ele tem os sonhos restaurados. Você sabe que não são poucas as lutas enfrentadas na liderança e alguns, no meio da batalha se cansam, outros até mesmo param, são roubados em suas metas, seus alvos e objetivos.

 

O Encontro Resgatão surgiu para atender a líderes que se encontram cansados, trazendo a eles um refrigério e um novo sentido na liderança, mas também é extremamente importante para aqueles que estão caminhando velozmente, pois são mais fortalecidos nas convicções de que seus sonhos serão realizados como aconteceu com José.

 

 

Mover Celular - Fruto Fiel

 

Conquistando as multidões

 

A Visão Celular é um decreto profético. A Visão é de células. A Visão tem um Modelo - Gerações de 12. A Visão é de multidão. "Eis que tenho posto esta terra diante de vós; entrai e possuí a terra que o Senhor prometeu com juramento dar a vossos pais, Abraão, Isaque, e Jacó, a eles e à sua descendência depois deles. Nesse mesmo tempo eu vos disse: Eu sozinho não posso levar-vos, o Senhor vosso Deus já vos tem multiplicado, e eis que hoje sois tão numerosos como as estrelas do céu. O Senhor Deus de vossos pais vos faça mil vezes mais numerosos do que sois; e vos abençoe, como vos prometeu." (Dt 1:8-11).

 

O nosso Deus é assim: incansável em Seus projetos. Devemos entender que a Visão é de multidão. "Multidões, multidões no vale da decisão! Porque o dia do Senhor está perto, no vale da decisão." (Jl 3:14)

 

A Visão é de fruto, porque Deus gosta de multidão. "Depois destas coisas olhei, e eis uma grande multidão, que ninguém podia contar, de todas as nações, tribos, povos e línguas, que estavam em pé diante do trono e em presença do Cordeiro, trajando compridas vestes brancas, e com palmas nas mãos." (Ap 7:9).

 

No dia do arrebatamento Deus levará um a um, mas antes Ele ajuntará todos numa nuvem, para levar a multidão (I Ts 4:17). Nosso Deus é Deus de multidão, de frutos. Nem Jesus suporta uma árvore infrutífera; manda secar até à raiz para não ocupar a terra inutilmente. É por isso que muitos líderes não sabem mais o que fazer com os liderados que não frutificam. Eles trabalham, colocam adubo e nada de fruto.

Acerca desses, Jesus disse: "e, avistando uma figueira à beira do caminho, dela se aproximou, e não achou nela senão folhas somente; e disse-lhe: Nunca mais nasça fruto de ti. E a figueira secou imediatamente." (Mt 21:19.) É o Senhor quem tira as árvores infrutíferas e corta os galhos que não dão frutos. Cuidado! O machado está posto à raiz. Porém, o machado só é usado na raiz da árvore infrutífera.

 

A Visão fala de números, pois eles contam nessa Visão. Na estratégia da passagem em revista, por exemplo, vemos que números fazem a diferença. Os resultados são claros. Existem aqueles que não comparecem e fazem a diferença no resultado final. Porém, se numa convocação, nem os líderes comparecem, que influência eles têm sobre seus liderados?

 

Nós somos uma Igreja em Células, somos modelo e entendemos que somos uma Visão de multiplicação e frutos, números. Logo, precisamos entender a importância de ganhar, consolidar, discipular e enviar. Guarde esse segredo no coração: ganhar vidas é simples, quando há decisão. Tudo isso está ligado a autoridade. Saiba quem você é no plano espiritual. Diante de qualquer pecador, você é autoridade. Ninguém resiste a um líder de autoridade. Então, para ganhar, consolidar, discipular e enviar, a sua autoridade precisa ser restituída.

 

 

Encontros de Níveis

I, II e III

 

São para gerar relacionamento, comunhão e unidade entre as equipes. É também um tempo para que a liderança resgate os princípios básicos do Reino de Deus. São, portanto, Encontros que fortalecem a liderança e solidificam a formação do líder de multidões.

 

O modelo de discipulado que adotamos hoje, Modelo dos 12, foi copiado em tudo que Jesus fez, e tudo que Ele foi, acreditando em Suas promessas e profecias. Os 12 são a fonte por onde corre o rio de Deus e eles têm a responsabilidade de manter a Visão viva e de estarem todos nivelados em equipe.

 

Incentivamos os pastores e líderes a investirem em seus 12 e os levarem aos Encontros de Níveis para que haja, cada vez mais, um casamento entre unção e responsabilidade, pois todos os que já foram levantados como modelo nesta Visão precisam ser responsáveis, apesar de voluntários da fé, precisam se comprometer mais e mais com o Reino e, por isso, merecem o respeito de seus discípulos.

 

 

Encontro de Casais

O Encontro de Casais tem o objetivo de moldar no coração dos encontristas o padrão de família para que outras pessoas e outras famílias sejam também moldadas ao mesmo nível do coração do Pai. No Encontro de Casais, Deus quebra cadeias, rompe alvos do coração que estão totalmente fora do propósito do Pai. O casal é liberto, restaurado e curado em níveis que ainda não alcançaram.

 

Grupos de 12

Por que doze?

 

O que é um Grupo de Doze?

Um grupo de doze é um grupo homogêneo de líderes, formado por doze discípulos sob a cobertura de um discipulador. Daí o termo popular “G-12”. Trata-se da estrutura que dá qualidade e unidade à igreja nesta visão. Absolutamente todos os líderes de célula fazem parte de um grupo de doze e, portanto, estão sob a autoridade e o discipulado direto de alguém. Isso trata suas vidas, molda seu caráter e protege contra os enganos e a independência. Os membros da célula podem estar tranqüilos porque sabem que seu líder é alguém quebrantado e que anda em submissão.

O grupo de doze, portanto, é um grupo de discipulado. Um líder estará investindo sua vida em doze outros líderes, que serão a extensão do seu ministério. A palavra-chave aqui é “relacionamento”.

O líder tem que andar junto com seus discípulos, de tal maneira que os conheça profundamente e os influencie com sua vida, experiência e testemunho.

O grupo de doze é um grupo de trabalho, uma equipe que deve frutificar. Esse é um princípio fundamental! Ninguém faz parte dele por amizade ou simpatia, mas por ter assumido o compromisso de dedicar-se à visão e ganhar vidas. Exatamente por isso, apenas líderes fazem parte dos grupos de doze. Quem não quiser pagar o preço do ministério, ficará em sua célula apenas sendo apascentado, sem assumir maiores responsabilidades.

Em termos práticos, para que alguém chegue a ser inserido num grupo de doze, precisa estar subindo a Escada do Êxito. Pense num novo convertido. Ele terá que ser consolidado, assumir compromisso com uma célula, começar a ganhar vidas e consolidá-las, ingressar na Escola de Líderes, passar bem pelo treinamento e corresponder ao seu líder com mudança de vida e submissão para, só então, ser enviado a fim de iniciar sua célula e, sendo bem sucedido nisso, compor seus próprios 12.

 

1.1 Quais as diferenças entre uma Célula e um Grupo de Doze?

Muitas pessoas confundem o grupo de doze com a célula, mas há diferenças fundamentais. Em primeiro lugar, a célula é aberta e dinâmica. Quanto mais gente chegar, melhor. Qualquer pessoa será bem-vinda nas suas reuniões. Já o grupo de doze é fechado, restrito apenas aos seus doze membros (quando o grupo já está completo).

O papel básico da Célula é evangelizar, ganhar vidas. Nos grupos de 12 a ênfase é discipulado, ou seja, formar vidas. Ali se trabalha profundamente o caráter e o ministério dos discípulos. A meta é levá-los à excelência em tudo.

O dinamismo da célula faz com que sua freqüência seja constantemente renovada. Enquanto uns saem para começar novas células, outros chegam através do evangelismo. Já o grupo de doze é fixo, estático. Uma vez formado, ele não deve ser mudado mais. Se isso vier a acontecer, terá sido uma exceção.

O peso que está sobre um grupo de doze é muito grande. Trata-se de um grupo de líderes! Exatamente por isso, formar um requer paciência e tempo. Uma célula pode ser formada da noite para o dia, mas um grupo de 12 custará meses, talvez até anos de trabalho.

 

1.2 Como se forma um Grupo de Doze?

Quando uma igreja já formada está em transição para esta visão, as coisas são um pouco mais complexas. Os pastores terão que escolher os seus doze a partir daqueles obreiros que já têm sido fiéis no ministério e desafiá-los a serem frutíferos na visão. Por isso é aconselhável um período de prova, antes de oficializar os primeiros grupos de doze (liderados pelos pastores).

Passada esta fase, as coisas tendem a ficar mais fáceis e automáticas. A célula é o “canteiro” de onde os doze surgirão. Imagine que você seja o líder de uma nova célula. Seu trabalho inicialmente será ganhar vidas e consolidá-las. Á medida que você obtém sucesso nesta missão, seu desafio será enviar pessoas da célula para a Escola de Líderes. Não é todo mundo que corresponde a este chamado. Lembre-se que são nove meses de treinamento. Pois bem, aqueles que aceitarem fazer a Escola merecem mais da sua atenção. Você deve acompanhá-los pessoalmente em todo o processo de treinamento e, paralelamente, trazê-los mais para perto a fim de conhecê-los e tocar em suas vidas.

Chegará o momento em que você sentirá segurança em enviar um destes como líder para dar início a uma nova célula. Ele tem sido dinâmico, submisso e esforçado. Já passou pelo menos para o segundo nível da Escola e fez o Reencontro. Muito bem, quando você envia esta pessoa, potencialmente ele já é o primeiro dos seus doze. Isto será oficializado quando a célula que ele abrir já estiver consolidada - com seis (06) membros ou casais, conforme já vimos anteriormente.

A mesma trajetória será feita por cada um dos seus discípulos e assim, paulatinamente, você estará formando o seu grupo até que chegue ao número de doze. Quando isso acontecer, você poderá deixar a Célula que dirige sob a liderança do seu auxiliar e passará a supervisionar o ministério dos seus doze discípulos.

Como você pode notar,  ninguém é convidado para ser um dos doze por amizade. Se a pessoa não se dispuser a fazer todo o treinamento e não for frutífera, não adiantará ser talentosa ou amiga do líder. Sua escolha dependerá única e exclusivamente dela, do preço que ela estiver disposta a pagar. Poderíamos dizer que a Escola de Líderes e a célula são as únicas portas para o grupo de doze.

 

1.3 Porque Doze?

A pedagogia moderna confirma um princípio: doze é o número ideal para se alcançar resultados ótimos no ensino. Um professor estará no limite máximo da sua capacidade de ensinar com a melhor qualidade se tiver uma classe de doze alunos. Se ele passar disso, começará a perder nos resultados.

Parece que Jesus conhecia este princípio. Embora ele tivesse muitos discípulos, fosse seguido mesmo por uma multidão (Mt 4:25), chamou doze para estarem consigo e dedicou o melhor de sua vida a eles (Mc 3:3-15; Lc 6:13). Porque doze? Esta é uma pergunta intrigante. Poderia ser dez, onze ou treze, mas Jesus escolheu doze e isso ficou tão forte na mente deles que, quando Judas Iscariotes faltou, eles tiveram convicção de completar o número. O interessante é que a Bíblia fala de dois homens capacitados para substituir aquele que traiu o Senhor: Matias e José, chamado Justo (At 1:15-26). Ambos eram discípulos, ambos haviam acompanhado Jesus desde o início do seu ministério, ambos estavam aprovados diante dos demais apóstolos. Eles poderiam evitar o constrangimento, deixando as coisas como estavam. Poderiam também abrir espaço para os dois, já que eram igualmente idôneos aos seus olhos. Assim o grupo teria treze homens. Entretanto, buscaram a Deus e completaram o número de doze com Matias, deixando José fora do colégio apostólico. De alguma forma o princípio dos doze estava tão impregnado e claro para eles, que não podiam admitir outra solução.

Na verdade, o número doze está destacado na Bíblia, desde Gênesis até Apocalipse. Sua ligação com os temas “governo” e “multiplicação” é relevante. Desde o princípio, Deus estabeleceu o sol para governar o dia e a lua para governar a noite, cada um com doze horas. Na sua soberania, Ele distribuiu o ano em doze meses.

O Senhor fez uma aliança com Abraão. Prometeu que sua descendência herdaria a terra de Canaã e se multiplicaria como as estrelas do céu (Gn 12:1-4; Gn 15:5). Esta promessa não se cumpriu, até que Jacó teve doze filhos, que se tornaram doze tribos, que finalmente vieram a compor uma grande nação (Gn 35:22; Ex 1:1-7).

Quando Jesus traz a luz “o mistério que estava oculto desde a fundação dos séculos”, a Igreja, Ele confirma o princípio dos doze. Chama doze apóstolos e os envia. Não é uma coincidência. Quando em Patmos, João recebe o Apocalipse, Deus lhe mostra a Nova Jerusalém, uma magnífica figura da Igreja. Note que o anjo lhe diz: “Vem e mostrar-te-ei a noiva, a esposa do Cordeiro...” (Ap 21:9). Então lhe mostra a figura de uma cidade que desce dos céus, a Nova Jerusalém.

Se você prestar atenção, verá que o número doze se destaca nesta revelação profética da Igreja do fim. A cidade tem doze portas e seus muros doze fundamentos. Sobre cada porta os nomes das doze tribos de Israel e nos fundamentos os nomes dos doze apóstolos. A cidade mede doze mil estádios. No meio dela há uma árvore, a árvore da vida, que produz doze frutos e suas folhas são para cura das nações. Você pode ler tudo isso detalhadamente em Ap 21:1-27 e Ap 22:1-5.

A estratégia revelada a César Castellanos de Bogotá, não está detalhada na Bíblia. Seria uma tremenda manipulação dizer que a igreja de Jerusalém funcionava no modelo adotado pela MCI de Bogotá. Entretanto, seus princípios estão escondidos em mistérios na Bíblia desde os relatos da fundação do mundo. Cremos mesmo que esta visão estava guardada para se cumprir nos tempos do fim, para a maior colheita da história do povo de Deus. 

1.4 Qual o papel do líder do Grupo de Doze?

 

Um líder de doze é uma peça muito importante na visão. Ele é um multiplicador, um formador de visão, um líder de líderes. Através de seu ministério, milhares de pessoas estarão sendo alcançadas.

A responsabilidade que está sobre um líder de 12 é muito grande. Ele é uma autoridade na igreja e, exatamente por isso, deve ser um modelo na santidade, no zelo, no amor pelos perdidos, no quebrantamento, na submissão. Sua vida precisa ser um “outdoor” da visão.

O trabalho desse líder é intenso. Ele se envolverá cada vez mais com o Reino de Deus. Entre muitas coisas que se espera dele, eis as principais:

a)     Relacionamento com seus discípulos e formação dos tais – Um líder de 12 precisará conviver e investir num relacionamento intenso com seus discípulos. Ele é responsável por formá-los em todas as áreas, ensinando-os a andar conforme o modelo de Jesus (I Co 11:1). Para isso ele terá que abrir sua casa, dispor de sua privacidade e colocar-se como exemplo para os seus seguidores.

b)     Supervisão do ministério de seus discípulos – Esse líder será também cobertura ministerial sobre os seus doze. Ele os orientará na direção de suas células e, depois, na formação de seus próprios grupos de discipulado. Nada será feito sem o seu conhecimento e aval. Sua experiência, indo à frente na visão, será fundamental para os seus discípulos romperem no ministério.

c)     Transmissão fiel da visão e da direção profética que Deus tem dado aos pastores - Nenhum líder de G-12 é autônomo. Todos trabalham debaixo da unção (em submissão) que Deus deu aos seus líderes que, em última instância, são os pastores de governo da igreja. A base do seu ministério é a mesma que Deus usou para transferir a autoridade de Moisés para os setenta anciãos. Ele disse: “Então, descerei e ali falarei contigo; tirarei do espírito que está sobre ti e o porei sobre eles; e contigo levarão a carga do povo, para que não a leve tu somente” (Nm 11:17). Eles ministram debaixo de autoridade. Portanto, não são fonte de visão, nem de orientação profética, mas são canais daquilo que recebem de seus líderes.

d)     Conquista de gerações – O líder de um G-12 não será autoridade apenas sobre seus doze discípulos diretos. Ele terá uma cadeia de líderes sob seu cuidado. À medida que seus doze formam seus próprios grupos de discipulado, sua responsabilidade cresce. Na primeira geração serão só doze. Na segunda, serão 144. Na terceira, 1728. Na quarta, 20.736 discípulos. Esse é o seu alvo: conquistar geração por geração! Isto acontecerá à medida que ele investe em seus discípulos diretos, encoraja-os, ora por eles e os enche de amor pelo ministério.

Já temos todos os detalhes da visão definidos?

A revelação de Deus é progressiva. Ele nunca nos dá tudo de uma vez. Fazer sua obra é como andar de carro à noite, com os faróis ligados. À medida que avançamos, vamos conhecendo mais detalhes do caminho.

Ao longo da caminhada, vamos descobrir muitas coisas e, talvez, errar algumas vezes. Vamos ter que fazer reavaliações e ajustes. Mas estamos seguros de que o Espírito estará conosco, mostrando o caminho, desde que o busquemos todo o tempo... Isso nós faremos!

Não cremos em exclusivismos. Não somos dos que propagam que esta é “a” visão de Deus e todas as outras não são. A sabedoria do Senhor é multiforme e ninguém tem toda a verdade. O que cremos sim é que o modelo dos doze é uma grande revelação dos céus para a última colheita e aqueles que o abraçarem com zelo e oração terão sua descendência multiplicada como as estrelas do céu, como a areia da praia.

Ap. Ricardo Lianza

Contém algumas partes extraídas do site:

http://visao12.blogspot.com.br/2010/08/m12-modelo-dos-12.htm

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